Ireneu Filaleto, tradução Rubellus Petrinus
Quando traduzimos este pequeno tratado do Inglês para Português, deparámos com um capítulo que já tínhamos lido mas não lhe prestámos na altura a devida atenção.
Reparámos nisso quando passámos o texto no corrector do Word.
12. “A Extracção do Enxofre do Mercúrio vivo por Separação”.
«Toma a mistura corporal e espiritual do teu composto, o corpo do qual é coagulado do volátil pela digestão, e separa o Mercúrio do seu Enxofre num alambique de vidro, e terás a Lua branca e resistente à Água forte e mais pesada que a lua vulgar.»
Provavelmente lestes o texto e, como a nós, vos terá passado despercebido o seu significado químico espagírico que, no nosso entender, é de uma importância extraordinária.
Reparai bem: «…separa o Mercúrio do seu Enxofre num alambique de vidro, e terás a Lua branca e resistente à Água forte e mais pesada que a lua vulgar.»
Para quem não tenha experiência de laboratório e nunca tenha preparado a Cal da Lua e do Sol ou o nitrato de Mercúrio, o texto pouco lhe dirá. Mas para um alquimista experiente o texto é claro e revela uma coisa extraordinária que vem comprovar uma afirmação de Albert Cau que lemos na sua Web.
Todo o alquimista com experiência de laboratório sabe que o dissolvente por excelência da Lua é o espírito de nitro. O do Sol é a água régia e o do Mercúrio podem ser os dois espíritos.
Filaleto diz-nos que: «terás uma Lua resistente à Água forte e mais pesada que a lua vulgar.»
Quer isto significar que a tal Lua branca e fixa é resistente à Água forte (não se dissolve nela) que é o espírito de nitro ou ácido nítrico e é mais pesada do que a Lua vulgar.
Com estas características certamente que não é a prata porque esta, como vimos, dissolve-se no espírito de nitro ou ácido nítrico. Por isso, no nosso entender, só poderia ser outro metal nobre branco como a prata mas com maior densidade: A Platina que naquele tempo ainda não seria conhecida!






